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Pra mudar atitudes em 2015, use um pouco de…Heavy Metal!

By 4 de janeiro de 2015 No Comments
Bruce-Dickinson

Bruce Dickinson – como se ser o vocalista de uma das maiores bandas de heavy metal do mundo fosse suficiente.

Não importa se você não curte heavy metal, leia mesmo assim. 

São raros os exemplos de artistas estelares que se dão bem em outras atividades, principalmente como empresários em outros modelos de negócio. Então, pra começar bem o ano, me chamou a atenção um tema ocorrido a exatos 12 meses, mas extremamente atual. Em janeiro de 2014, Bruce Dickinson esteve no 7º Campus Party, em São Paulo. Os mais afoitos do heavy metal na época certamente torceram o nariz. O que, diabos, “o cara” do Iron Maiden estaria fazendo num evento onde se discute principais tendências tecnológicas, cercado de um monte de geeks? E nem anunciaram onde seria o show do Iron…Nada disso. Ser band leader do Iron Maiden é apenas uma das múltiplas atividades de sucesso desse empresário, roteirista, escritor, marqueteiro, dono de companhia área e piloto comercial.

Em sua palestra, falou sobre a importância de ter um negócio focado em obter fãs ao invés de clientes. E ele não traz nada mirabolante, é uma visão simples de um dos poucos exemplos de um artista de sucesso que se deu bem como empresário.

Frase de Dickinson: “Odeio clientes, amo fãs.”

Qual a diferença entre cliente e fã? Ambos buscam um produto por necessidade, pagam e pretendem ser atendidos conforme expectativa, ou seja, ambos são consumidores. Segundo Bruce, clientes tem escolha, vão embora. Fãs não. Fãs jamais se vão.

Quando montamos empresas que conseguem fãs, eles lamentam se a empresa acaba, vira uma catástrofe. Já parou pra pensar se a Apple fechasse amanhã como seria?

Pense então em um ótimo médico, ótimo advogado ou uma ótima empregada doméstica. Eles criam fãs para a vida toda. Eles podem cobrar mais, podem deixar a qualidade cair um pouco, podem deixar te atender alguma expectativa, mas as pessoas jamais se vão. Ainda que eles não atendam em algum momento ou dentro de uma expectativa, os fãs vão esperar, não vão trocá-los, porque fãs são leais. E como que se constrói uma empresa para gerar fãs ao invés de clientes? Qual o segredo?

Gere Valor ou seja só mais um

Ser capaz de entender o cliente em sua plenitude e qual o problema a ser resolvido é o coração de uma operação bem sucedida. O prédio, as poltronas bem estofadas, todo o resto é consequência. Seja a verdadeira solução para as angústias dos seus clientes.

Não vendemos coisas, vendemos relacionamento

Não abdique de ser alguém presente, sorridente, otimista, que se aproxima do seu cliente. Segundo Bruce, muito mais do que racionais, somos seres emocionais. Avalie adequadamente o comportamento emocional dos seus clientes e ganhe fãs. Eles voltarão sempre.

Não estamos falando aqui de garantia, mas de confiança

“Está garantido! Se der problema, troque.” Isso é entregar mais do mesmo! O cliente precisa sim internalizar que seu produto é sólido, confiável e que não vai dar problemas. Credibilidade é o que apaixona as pessoas.

Cresça usando sua imaginação

O esforço é louvável, mas problemas são resolvidos com imaginação. O que vai acontecer quando sua solução tiver conseguido um determinado número de fãs? Você vai parar de crescer. E empresas só crescem quando vendem sua alma para a criação de valor, para a inovação. Somente desta forma virão novos fãs que se somarão aos anteriores.

Universidades estão cheias de conhecimento, porém produzem muito pouco. Então confie no seu conhecimento para crescer. Isso não é sobre conhecimento. O que faz o homem crescer realmente e o faz chegar em qualquer lugar é a sua imaginação. E a combinação explosiva entre imaginação e paixão é capaz de fazer tudo.

Somos seres sociáveis

Buscamos aceitação o tempo todo. Essa busca faz com que queiramos estar com amigos, com colegas, em bandos. Por isso construímos network, e vital. Esta atitude é absolutamente válida no momento de buscar novos fãs.

De acordo com Bruce, o ser humano continua o mesmo de 2 séculos atrás, o que mudou foi o aparato tecnológico, o que elimina a desculpa de que ser sociável ficou mais difícil, pelo contrário.

Isso serve pro meu negócio? – Outra desculpa frequentemente utilizada por empresários com medo de mexer em seus modelos é a dificuldade de aplicação à cultura do seu negócio. A lógica simples e efetiva de Bruce Dickinson pode ser sim adaptada e aplicada a qualquer estilo de negócio, desde que devidamente raciocinada.

Por isso, pare de ouvir sobre o fatalismo de 2015 e a necessidade de provisionar isso ou aquilo. Use essa energia para repensar a forma de fazer as coisas no dia a dia e onde isso vai levar. E trabalhe para aumentar sua base de fãs do seu negócio, incessantemente. Veja video da palestra abaixo:

Equipe ACS

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