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Saúde financeira: ao persistirem os sintomas, consulte o "médico"

By 27 de agosto de 2015 No Comments

Que crises, sejam políticas ou financeiras, fazem parte da cultura de amadurecimento de nosso país não é novidade pra ninguém. E normalmente são as empresas de pequeno e médio porte, pouco importando o setor a que pertençam, as que mais sentem seus efeitos. Nessas horas, o empresário precisa agir com frieza e encontrar meios de fortalecer-se para cruzar a instabilidade e desenhar novas perspectivas, pois é certo que em algum momento o ambiente de instabilidade vai passar. E esse caminho não precisa necessariamente ser percorrido sozinho. Entra em jogo o papel do Consultor Financeiro. Porque não?

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Cássio Bossi, Consultor Financeiro – “É muito difícil enxergar a existência de uma empresa sem Organização, Planejamento e Controle.”

Com expertise de quase 30 anos, vivenciada em diversas empresas nacionais e multinacionais como Gerente Administrativo Financeiro, Cássio Roberto Bossi, paulista de Jundiaí, acabou trazendo dessas experiências o seu propósito como Consultor Financeiro – levar o empresário que o contrata a pensar o seu negócio como um organismo vivo onde, se por um lado, a parte que impulsiona “o corpo” pra frente parece bem, a parte metabólica e de reservas de energia para enfrentar possíveis agressores e suas doenças, nem tanto.

O principal foco de Cássio é construir junto com o empresário que o procura uma “radiografia” e um diagnóstico pontual da saúde financeira da empresa. Cumprida essa etapa, passa a dar suporte interativo para a recuperação, manutenção, equilíbrio e crescimento do empreendimento do cliente. Segundo Cássio, seja o empresário um advogado, médico ou chef de cozinha, a gestão financeira do seu próprio negócio costuma ser o ponto frágil.

“Por mais habilidoso que um empreendedor seja, em sua área de expertise, salvo por iniciativas paralelas do próprio empresário ou se ele for formado em finanças, gestão financeira não costuma fazer parte da formação básica de um profissional. Existe um ponto de inflexão no negócio onde a tradicional Conta de Padeiro não ajuda a explicar o dia a dia. Então, mesmo sendo muito bem sucedido na área a qual abraçou, comumente esse empresário se vê às voltas com dificuldades para administrar seus recebimentos, suas despesas, bem como planejar o crescimento e a saúde do negócio.”

Para Bossi, organização, planejamento e controle são pilares cruciais em qualquer processo de gestão, não importando o tamanho da empresa. E o exemplo que costuma usar é o da ida a um médico.

“Quando vamos ao médico, sabemos dizer a ele onde dói. O mesmo se dá em uma empresa, onde o dono também tem que saber dizer (ou mostrar) suas dificuldades para que possa “tomar o remédio” indicado pelo consultor, isso é organização e controle. E se o médico receitar um exame caro demais, quando vou poder fazê-lo? Isso é o planejamento.”

Ainda segundo Cássio, somos um povo empreendedor, gostamos de nos arriscar. Mas educação financeira não é um traço cultural do brasileiro, o que acaba sendo um tiro no pé no momento em que o empresário põe em prática seus talentos empreendedores.

“O comportamento mais comum de um negócio bem sucedido é seu crescimento rápido e desordenado, fruto do tino de seu proprietário. Esse é um ralo de recursos e que precisa ser contido. Na mesma velocidade com que o empresário vê seu dinheiro entrando, vê sair, mas não sabe bem com agir sobre isso, pois não foi treinado pra isso. Sempre surgem perguntas do tipo para qual rumo a minha empresa está indo? Ou por que é que faturo tanto e não consigo pagar as minhas contas em dia? Por que o meu concorrente consegue ter margem e eu não? E muitos outros questionamentos que ao longo da existência de uma empresa vão surgir. Não raro, no primeiro contato com o cliente, pergunto se ele já teve a oportunidade de analisar o Balanço Financeiro da empresa. Invariavelmente, a maioria das respostas é não.”

Um dos pontos frágeis de uma gestão e sob a qual Cássio dedica cuidadosa atenção é na relação entre o cliente e seu escritório de contabilidade. Na maioria das vezes, por ter o escritório uma carteira com muitos clientes (um bom escritório tem normalmente mais de 500 clientes em atendimento simultâneo), não é possível o contador ir muito além do cumprimento das obrigações contábeis básicas para com seu cliente. Cassio afirma que, por mais confiável que seja essa relação, ela deve ser questionada sempre.

“Não digo que precise haver um clima de desconfiança contínua na relação com o contador, longe disso. Mas cabe sim lembrar que a legislação tributária brasileira é densa, confusa e cheia de pequenas sutilezas. Nesse particular podemos ter diversos pequenos ralos financeiros e que, dado o volume de trabalho de um escritório de contabilidade, não podem ser particularizados nem vistos com o devido detalhe.”

Quando questionado por seus clientes sobre a crise econômica atual, Cássio é firme na visão de que temos que ter cuidado e não deixar que a emoção e enxurrada de más notícias tire o empresário do seu foco.

“A Economia é fascinante, mas também perniciosa. Quando a economia vai bem, tudo parece fluir e as receitas da empresa também são generosas. Isso cria uma ilusão de óptica para gestões menos controladas e organizadas, onde pequenas e médias empresas que faturam muito não sabem o quanto ganham ou qual a saúde desse ganho. Na falta de oxigênio tendem a encolher ou mesmo fechar portas. Mas também existem aquelas que, com gordura acumulada, passam pela crise e criam oportunidades. Esse é o reflexo do Planejamento Financeiro. Um piloto bem treinado sabe conduzir o avião na turbulência, bem como quanto combustível tem nas asas para superá-la e chegar no céu azul.”

Formado em Economia e pós-graduado em Administração Financeira, Cassio acredita que é possível combinar ousadia empresarial e olho clínico para os gargalos financeiros do negócio.

“Tudo bem que para o empreendedor visionário, a cultura de finanças não seja a parte mais sedutora do negócio, mas ela existe e, se não for cuidada com carinho e visão de futuro, pode pôr em risco muitos sonhos e planos de um negócio bem sucedido. É o momento de rever como as coisas são feitas e, repito, não importas se o seu negócio é uma clínica médica, um pequeno supermercado ou um escritório de arquitetura. Precisa de um bom plano de negócios, focado em projetar recursos e resultados. Se isso soa estranho ao empreendedor, então é o momento de buscar ajuda. É pra isso que existimos”, acrescenta.

Perguntado sobre quais são os empresários e perfis de sucesso que o inspiram, Cássio tem especial apreço pelos brasileiros: “Gosto do Jorge Paulo Lemann, mas admiro ainda mais Silvio Santos, pois criou do nada diversas empresas e modelos de negócio inovadores sem comprar empresas falidas e deficitárias ou absorver marcas mundialmente conhecidas.”

para endereçar perguntas ou saber mais sobre Cássio Roberto Bossi, anote: bossi.roberto@terra.com.br

Equipe ACS

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